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[ recortes de inconformismo ]

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propósitos

Renúncia Inconformada, que, num desespero esforço de encontrar os secretos tesoiros da unidade eterna, às vezes os leva a meter um cartucho de dinamite nas pedras veneráveis, a ver se elas resistem à inquietação do presente. MT

segunda-feira, dezembro 27, 2004

CULPADOS SOMOS TODOS

É frequente dizer-se que não nos podemos
queixar dos nossos político pois, se temos os que temos, é porque merecemos. Eu
penso que merecemos melhor. Muito melhor.

Mas, profundamente, não
deixa de haver um fundo de verdade nesta constatação. Ou seja, se calhar temos
estes políticos porque não somos suficientemente exigentes em relação à sua
prestação e porque não escrutinamos devidamente a sua conduta. Acabamos por
achar tudo normal, mesmo o medíocre.

Estamos mal servidos de
políticos, é certo, mas também não estamos melhor servidos de cidadãos e de
democracia. Enquanto não subirmos todos os nossos níveis de exigência em relação
à coisa pública, onde se inclui a actividade política, não teremos nunca
legitimidade para criticar.

OS CULPADOS SOMOS
TODOS!

Vítor Andrade
Expresso Emprego

Inconformado at 9:20 da tarde

-?-
terça-feira, dezembro 21, 2004

"Nesta altura paramos para pensar, fazemos uma pausa nas
rotinas e reflectimos sobre a nossa caminhada colectiva. o Natal não vai mudar
as coisas de repente, mas decerto será um valioso contributo para a mudança
gradual que todos ansiamos." Fernando Moleirinho (Uma Janela Aberta à
Fraternidade)


Inconformado at 9:24 da tarde

-?-
quinta-feira, dezembro 09, 2004

Carlos García (nome não fictício) lembrava-nos já em 1619, no seu tratado sobre virtudes de todos os tipos de salteadores, A Desordenada Cobiça dos Bens Alheios, que "A todos os citados ladrões se chama discretos, porque cada um no seu ofício procura encobrir o furto o melhor que pode, transformando-o em virtude e nobreza; e esta maneira de furtar é a mais encoberta, da qual há tanta variedade e diferença quantas de ofícios há na república?". Claro que onde está república se poderia ler monarquia e os bens alheios são alheios porque não são deles. São nossos.

jtavares@fe.unl.pt
Professor na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa

Inconformado at 11:32 da manhã

-?-
segunda-feira, dezembro 06, 2004

Não há nada mais nefasto para uma organização do que um funcionário na sua liderança. Os funcionários no exercício da liderança têm um conjunto de características e comportamentos comuns:

.afastam os líderes existentes na organização;
.promovem o seguidismo e mediocridade (à sua imagem e semelhança);
.vivem o síndroma da conspiração permanente;
.são desconfiados e vingativos;
.tentam defender a sua posição (que têm consciência clara de não merecer) por todos os métodos, atropelando a ética, a moral e a competência técnica se necessário;


Luís Todo Bom

Inconformado at 11:31 da tarde

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